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Justiça social e igualdade

por Roseana Sarney Murad

Mais mulheres na política, eleitas para todos os níveis legislativos e do Executivo, é o caminho mais eficiente para conquistarmos a igualdade, aperfeiçoarmos as leis existentes e equipararmos a participação entre homens e mulheres nos espaços institucionais de poder.

Aprendi muito jovem, ainda nos anos 1990, quando fui eleita pela primeira vez Deputada Federal, depois como Governadora do Maranhão por quatro vezes e Senadora, que é por meio da política, apesar das hostilidades e preconceitos, que asseguramos políticas públicas verdadeiramente promotoras de justiça social e igualdade.

O caminho, como nós mulheres bem o conhecemos, é cheio de desafios. Lembro, por exemplo, que quando fui candidata a governadora, as pesquisas mostravam que 9% da população não votava em mulheres para nenhum cargo.

Recordo também que em 1990 comemoramos o aumento de 28 para 33 deputadas federais e de uma para cinco o número de senadoras, pois eram as maiores bancadas eleitas deste a instituição do voto feminino em 1932. Na atual legislatura, com 77 deputadas e 12 senadoras, batemos outro recorde histórico. Mas ainda é insuficiente.

Com mais mulheres eleitas, sejam vereadoras, deputadas estaduais, federais e senadoras, aumentaremos e qualificaremos, certamente, as políticas públicas inclusivas que todas nós defendemos e buscamos.

Tenho convicção que também vamos diminuir a demora em adotá-las. O exemplo mais atual é a dificuldade de fazermos valer, em Lei, mesmo que prevista na Constituição de 1988, a igualdade salarial entre mulheres e homens, expressa no PL 130/2011, aprovado e ainda não sancionado.

Na hora de escolher nossas representações, em todos os níveis, das Câmaras de Vereadores ao Palácio do Planalto, temos que ter a percepção de votar em quem realmente demonstra compromissos comprovados com as nossas comunidades e com a igualdade que a Democracia pressupõe.

É preciso repensar a sociedade machista na prática do voto, pois ela ainda predomina nos parlamentos e na maioria dos espaços institucionais de poder.

Mulheres, vamos buscar nossos espaços na sociedade. E isso quer dizer participar, de forma radical, firme, com convicção, mas sem agressividade, com raça e fé, do que nos é destinado.

Hoje, as mulheres estão em todos lugares, da boleia do caminhão aos destacados lugares na ciência, na liderança de empresas, por exemplo. São esses conhecimentos que devemos transformar em leis e direitos, usar esses talentos, com coragem, para fazer o Brasil avançar.

*Roseana é ex-deputada federal, ex-senadora e ex-governadora do Maranhão
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