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MDB e Meirelles discutem propostas para crise do Covid-19

Fonte: Site do MDB

O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), promoveu nesta quarta-feira uma reunião virtual de integrantes do partido com Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e membro da Executiva Nacional. No encontro, foram discutidas iniciativas para o enfrentamento da crise econômica causada pelo Covid-19. Deputados, senadores, integrantes da Executiva Nacional, representantes dos núcleos do partido participaram da reunião que durou cerca de três horas.

Meirelles foi enfático na defesa de propostas que priorizem a preservação das vidas em meio à pandemia. O ex-ministro da Fazenda lembrou que se as pessoas não estiverem vivas não podem trabalhar, não podem consumir e, portanto, é muito pior para a atividade econômica. Meirelles afirmou que o mundo passa por um momento sem precedentes, mas que o problema, acima de tudo, é uma questão de saúde e humanitária.

Com a experiência de quem enfrentou as crises econômicas em 2008 e 2016, Meirelles defendeu que o governo federal precisa “gastar o que for necessário” no combate ao coronavírus e na preservação do parque produtivo brasileiro. “É papel do Estado fazer o que está fazendo: gastar o que for necessário. Isso que tem de ser o governo federal”, disse Meirelles, que atualmente ocupa o posto de secretário de Fazenda do governo de São Paulo.

Ex-ministro da Fazenda durante o governo do presidente Michel Temer (2016-2018), Henrique Meirelles defende que o atual o governo precisa atuar para que, quando acabar a pandemia, o País consiga se recuperar economicamente: “Temos que financiar as companhias para manter sua capacidade produtiva e manter o máximo possível do seu parque funcional. Além das despesas estruturais, financiar essas empresas durante o período de queda das vendas”.

AÇÃO DO BANCO CENTRAL – Para financiar as empresas e manter a atividade econômica, Meirelles afirma que o Banco Central precisa ter instrumentos legais para comprar dívidas e títulos de empresas, municípios e Estados. Segundo ele, essa é a mesma estratégia que o Banco Central dos EUA tem adotado. “O BC americano entrou comprando de dívida de empresas, estados e municípios diretamente no mercado”, disse.

IMPRIMIR DINHEIRO – Ao detalhar que essa proposta seria “uma emissão de dívida”, Meirelles voltou a usar a expressão de que o Banco Central deveria “imprimir dinheiro”. “É uma figura de linguagem. Meu avô chamava isso de imprimir dinheiro. O meu circulante pagava em dinheiro. Quando o BC queria injetar dinheiro”, disse. “Basicamente, é emissão de dívida. Só o governo federal pode fazer isso”.

“O Brasil tem espaço de emissão de dívida. A dívida vai ser paga por todos nós, por toda a sociedade. Ela precisa ser gerida com todas a responsabilidade. Não podemos deixar que ela fique impagável”, disse Meirelles. “No momento em que a atividade está baixa, injetamos muita liquidez”, afirmou.

PACTO NACIONAL – A construção de um pacto nacional de combate ao coronavírus e seus impactos econômicos foi uma das ideias que surgiu na reunião que contou com participação de cinco ex-ministros de Estado de governos diferente. Para Meirelles, essa é uma iniciativa que depende do Poder Executivo, no caso, a Presidência da República.

“Acho que cabe um pacto nacional. Temos de caminhar nesta direção, mas precisa ter um comando central, pelo Executivo. O Congresso pode lançar, mas precisa ter um acordo básico. Precisamos estar na mesma linha. Precisamos conseguir diminuir as divergências entre poderes. Os principais agentes públicos têm de começar no Executivo. A ideia temos de passar o gargalo da implementação”, afirmou Meirelles.

 

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