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Natureza morta

por Geralda Vitorino * 

Não é preciso ser xiita ambiental para saber que a natureza reage e devolve com força, na forma de secas, enchentes, desertos, tempestades, as agressões e destruições que nós, humanos, praticamos diariamente; sem a devida preocupação com o ar, a água, a poluição e o desequilíbrio ambiental, que estamos construindo para netos, bisnetos, tataranetos.

Sim! é importante a Semana do Meio Ambiente, que começa no próximo dia 01 de junho, para reflexões e alertas; mas é preciso mais. Estamos atrasados! E, pior, com muita gente, incluindo autoridades, trabalhando para retroceder o que o Brasil conquistou, e foi reconhecido, em preservação e desenvolvimento ambiental sustentado.

Não é preciso ir longe e lembrar os 35 anos do maior acidente nuclear que temos notícia – o de Chernobyl, em Pripyat, na Ucrânia Soviética; um acidente nível 7, classificação máxima, causando centenas de milhares de mortes, doentes, inválidos, e povoados e cidades fantasmas, para vermos que também podemos legar tragédias.

Aqui em nossa maltratada, aviltada e roubada Região Amazônica; e quando falamos Região, é exatamente para incluir os demais Estados, também estamos retrocedendo, matando. Seja quando aviões agrícolas despejam agrotóxicos em comunidades, como em Araçá (MA), incluindo crianças, para expulsar moradores e expandir monoculturas latifundiárias nômades, pois esgotam a terra e vão desmatar em outros lugares.

Seja quando sofremos vexames mundiais, com denúncias sobre milionárias exportações ilegais de nossa madeira. Foi preciso que autoridades norte-americanas e europeias denunciassem a chegada a seus portos de toneladas de madeiras nativas, nobres, sem a documentação exigida; portanto, contrabando sendo praticado desde 2019, vendidas por preços, em dólar, três ou quatro vezes abaixo do que valeriam.

Na vida, muitas vezes só nos damos conta que sentimos falta ou precisamos de algo ou alguém, quando já os perdemos, ficaram escassos ou inacessíveis.

Durante a pandemia e o isolamento social, houve o que os especialistas classificam como “déficit de natureza”. Talvez, mas infelizmente e à custa de centenas de milhares de mortes, só no Brasil, particularmente no meu Amazonas, a dependência humana de conexão com a natureza fique entre os ensinamentos dessa tragédia.

A falta de “ar” no meio do maior pulmão do mundo, que acometeu e levou muitos de nossos familiares, parentes e amigos, nos revoltou e ao mesmo tempo, nos despertou para a importância de algo tão básico, mas que muitos de nós nem se dá conta da necessidade, pois aqui sempre o tivemos em abundância! Por este motivo, faltar o ar foi algo inesperado e extremamente contraditório.

Essa cheia dos rios, pela qual muitos de nós sofremos atualmente, é outra consequência que nos alerta para o tamanho do prejuízo e dos danos que estamos causando em nossa maior riqueza, que é a nossa floresta!

Esperemos que, depois de tanto sofrimento, muitos de nós se conscientize de que a ação de cada um, causa um impacto direto no nosso meio ambiente, sejam eles impactos positivos ou negativos.

Que possamos, não somente nesta semana, cuidar e levar para todo o mundo, nosso amor por esta terra que tanto nos dá!

*Geralda Vitorino
Secretária Adjunta de Tributos
Prefeitura de Presidente Figueiredo (MDB)
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