Decisão do MDB sobre 2026 vai sair da base do partido, diz presidente Baleia Rossi em entrevista à GloboNews

O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), disse que decisão sobre a posição do partido na eleição presidencial “vai sair da base do partido”. Na noite de quarta-feira (11), ele concedeu entrevista à jornalista Míriam Leitão, da GloboNews.

No comando do MDB desde outubro de 2019, Baleia explicou que o partido “tem uma dinâmica própria” com “lideranças fortes nos Estados”. Aqui não, o MDB não tem dono, nós temos grandes lideranças que têm todo o direito de ter opinião e é importante que isso aconteça, mas o MDB é plural, é diverso e tem diferenças regionais

Confira os principais trechos da entrevista:

Decisão – O MDB ainda não tem essa decisão porque ele tem uma dinâmica própria. Claro que nós temos lideranças fortes nos Estados, no Senado, na Câmara, mas a decisão final, do rumo do MDB para 2026, vai sair da base do partido.

Data da convenção – Provavelmente em julho, final de julho, começo de agosto que nós temos as convenções partidárias. Eu acompanho e converso com outros líderes partidários, política é conversa, nós temos boa relação com praticamente todos os presidentes nacionais do partido e a dinâmica dos outros partidos, ela estatutariamente é muito diferente

Sem dono – O MDB não tem dono, nós temos grandes lideranças que têm todo o direito de ter opinião e é importante que isso aconteça, mas o MDB é plural, é diverso e tem diferenças regionais gritantes.

São Paulo – Eu estive com o governador Tarcísio de Freitas e reafirmamos esse compromisso em São Paulo. O MDB teve a maior vitória da sua história na capital de São Paulo, na maior cidade da América Latina, com o Ricardo Nunes. O governador Tarcísio foi presente, foi correto, apoiou de maneira muito efetiva a reeleição do Ricardo Nunes,

Palanques estaduais – Nós já sabemos que o Gabriel (Souza) vai ser o nosso candidato a governador no Rio Grande do Sul. Nós já sabemos que o (Ricardo) Ferraço vai ser o nosso candidato a governador no Espírito Santo, nós já sabemos que o Washington Reis vai ser no Rio de Janeiro, que o Gabriel Azevedo vai ser em Minas Gerais, que o Daniel Villela vai ser em Goiás, que o Orleans vai ser no Maranhão, que o Renanzinho vai ser em Alagoas, nós já sabemos que o Cícero vai ser na Paraíba, que o Furlan vai ser no Amapá, que a Hana vai ser lá no Pará.

Sem cavalo de pau- nós temos uma tradição, até pela longevidade do MDB, de muita estabilidade. Nós não damos cavalo de pau, a gente não muda de opinião, a gente não é o vento sopra para um lado e o MDB vai, não, nós temos posicionamento.

Decisão nacional – Agora, na nacional, como que é feita essa decisão? E é importante que se fale isso. Cada estado tem um número de delegados, todos os delegados eles votam na executiva nacional, na convenção nacional.

E como que se escolhe esses delegados? Pelo número de votos que o MDB teve na última eleição para deputado federal. Então no final, quem escolhe para onde o MDB vai na eleição de 26 é o próprio eleitor, que deu o voto para os deputados federais daquele estado e cada estado tem um peso.

Diferenças regionais – Nós temos, sabidamente, no centro-sul um partido mais conservador, mais de centro-direita, no nordeste um partido mais de centro-esquerda, no sudeste um equilíbrio, no norte também é dividido.

Temer e Ulysses – Então a beleza do MDB é que nós não temos só na nossa história, na luta contra a ditadura onde o partido estava todo unido, lá atrás foi o grande partido da redemocratização, de Ulisses Guimarães na Constituição cidadã, dos direitos sociais no Sarney, no equilíbrio novamente e no prestígio que o Brasil voltou a ter com o presidente Michel Temer. Nós temos realmente uma democracia interna que as pessoas, às vezes, não compreendem.

Ministros do MDB – Emprestamos três dos nossos melhores quadros para o governo, Simone Tebet, Renan Filho e Jader Filho são três ministros que fazem a diferença, agora é importante pontuar.

Relação colaborativa – Em 2022, tivemos candidatura à presidência da República, naquele momento eu fiz um trabalho muito grande para pacificar e para respeitar as diferenças regionais e nós construímos a candidatura da Simone Tebet, que foi muito importante, ela teve quase 5% dos votos, mas teve uma vitória política muito grande do MDB colocar as suas bandeiras e foi muito importante. Depois, nós resolvemos, enquanto partido, ter uma relação colaborativa com o governo e nós emprestamos três dos nossos quadros para o governo, para que pudéssemos ter uma parceria de apoio nas agendas que nós acreditamos e nós ajudamos muito na agenda.

Propostas do MDB – Reforma Tributária foi a origem do MDB, a própria COP 30 foi o Helder, a Reforma Tributária é de minha autoria, a PEC 45, depois a COP 30, o Pé de Meia nasceu lá em Alagoas. Nós temos um compromisso com a agenda e é absolutamente natural que os ministros que estão no governo queiram apoiar o presidente Lula.

DNA do MDB – Se nós pegarmos a história do país, o MDB sempre esteve do lado da democracia, então não há qualquer possibilidade do MDB abrir mão desta defesa. Eu respeito todas as candidaturas, eu entendo que quando a pessoa ou o partido coloca um nome para disputar a eleição, nós não podemos subestimar ninguém, nós não podemos diminuir ninguém, não podemos julgar ninguém, quem vai julgar é a população. Agora, hoje o MDB gostaria de não discutir pessoas, a gente gostaria de discutir projetos.

Caminhos para o Brasil – É um projeto que fala exatamente o que o MDB pensa de cada assunto relevante, mais liberal na economia, mas com um profundo respeito à questão social. Diria que, na economia, o MDB é centro-direita e na área social é centro-esquerda. E aqui, a Fundação Ulysses Guimarães, Alceu Moreira e todos os nossos técnicos apresentam um programa, um projeto para o país.

Uma ponte para o futuro – O último documento que nós apresentamos foi o Ponte para o Futuro, que depois o presidente Michel colocou em prática. E muito daquilo que o presidente Michel fez quando foi presidente, por exemplo, reforma trabalhista, hoje nós temos os menores índices de desemprego no país. Muitos da academia dizem que a reforma trabalhista ajudou nisso, porque simplificou as relações de trabalho.

Polarização – Então, eu fico muito triste que hoje as famílias brigam, a gente vê filho brigando com o pai, com a mãe, com o vizinho. Eu tenho, na minha relação de amizade, amigos que deixaram de conversar por causa de política. E aí não é discussão de projeto, não é a divisão de posições ideológicas, mas é o ódio, é a agressividade.

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