Após a janela partidária realizada entre março e o início deste mês, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) mantém consolidada sua posição como a maior força partidária do Brasil, contando com 2.022.593 filiados registrados.
Esta base massiva mantém o partido no topo do ranking nacional, superando significativamente o PT, que ocupa a segunda posição com 1.668.670 membros.
O cenário de filiações partidárias entre dezembro de 2025 e março de 2026 revela um panorama de estabilidade para os gigantes, apesar de uma tendência geral de queda.
Enquanto o MDB preserva sua liderança com mais de 2 milhões de integrantes, o PT registrou uma perda de 4.953 apoiadores no período.
No total, o Brasil encerrou o mês de março com 16.063.752 cidadãos filiados a partidos políticos, um saldo que permaneceu positivo em 16.213 pessoas devido ao desempenho individual de algumas siglas.
Neste contexto de hegemonia do MDB, outros partidos buscam expandir sua base através de fatos políticos relevantes:
A realidade do sistema partidário brasileiro mostra que, dos 29 partidos listados, apenas seis não perderam filiados. Mesmo com as movimentações e a “debandada” em algumas siglas, a estrutura partidária continua sendo dominada pela capilaridade do MDB.
Confira o ranking de maiores partidos do Brasil:
1. MDB (Movimento Democrático Brasileiro): 2.022.593 filiados.
2. PT (Partido dos Trabalhadores): 1.668.670 filiados.
3. PL (Partido Liberal): 939.614 filiados.
Nova bancada
Após a janela partidária, o MDB ficou com 38 deputados. Veja a lista
Acre (AC)
• Antônia Lúcia
Alagoas (AL)
• Isnaldo Bulhoes Jr.
• Rafael Brito
Amapá (AP)
• Acacio Favacho
Amazonas (AM)
• Adail Filho
• Saullo Vianna
Bahia (BA)
• Ricardo Maia
Ceará (CE)
• Eunício Oliveira
• Maria Gorete Pereira
Distrito Federal (DF)
• Rafael Prudente
Goiás (GO)
• Celio Silveira
• Flávia Morais
• Dr. Zacharias Calil
Maranhão (MA)
• Cleber Verde
• Júnior Lourenço
• Hildo Rocha
Minas Gerais (MG)
• Hercilio Coelho Diniz
• Newton Cardoso Jr.
Pará (PA)
• Antonio Doido
• Elcione Barbalho
• Jose Priante
• Keniston Braga
• Renilce Nicodemos
Pernambuco (PE)
• Iza Arruda
• Luciano Bivar
Piauí (PI)
• Castro Neto
• Marcos Aurélio Sampaio
Paraná (PR)
• Sérgio Souza
Rio de Janeiro (RJ)
• Gutemberg Reis
Rio Grande do Sul (RS)
• Alceu Moreira
• Marcio Biolchi
Santa Catarina (SC)
• Carlos Chiodini
• Pezenti (Rafael Pezenti)
• Cobalchini (Valdir Cobalchini)
São Paulo (SP)
• Fabio Teruel
• Joao Cury
• Baleia Rossi
Tocantins (TO)
• Alexandre Guimarães
Conheça a história do MDB
O Período da Resistência (1966 – 1979)
• 1965-1966: Fundação e Bipartidarismo: Após a extinção dos partidos pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2) em outubro de 1965, novas regras foram impostas pelo regime militar para a criação de legendas. Em março de 1966, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) foi oficialmente fundado como a oposição permitida ao regime, reunindo principalmente egressos dos antigos PTB e PSD. O senador Oscar Passos foi seu primeiro presidente.
• 1971: A Liderança de Ulysses Guimarães: Ulysses assume a presidência nacional do partido em um momento de crise após derrotas eleitorais acentuadas pelo “Milagre Econômico”. No mesmo ano, é lançada a “Carta do Recife”, que defendia pela primeira vez a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.
• 1973-1974: A Anticandidatura: Para denunciar a farsa das eleições indiretas, o MDB lançou Ulysses Guimarães como “anticandidato” à Presidência da República no Colégio Eleitoral, tendo Barbosa Lima Sobrinho como vice. Embora derrotado no Colégio, o movimento impulsionou o partido, que obteve uma vitória esmagadora nas eleições legislativas de 1974, conquistando 16 das 22 cadeiras em disputa no Senado.
• 1977: O Pacote de Abril: Diante do crescimento do MDB, o governo Geisel fechou o Congresso e editou o “Pacote de Abril”, criando a figura dos senadores biônicos (eleitos indiretamente) e alterando regras eleitorais para favorecer a Arena.
• 1979: Anistia e Reforma Partidária: É aprovada a Lei de Anistia, permitindo o retorno de exilados políticos. No final do ano, a reforma partidária extinguiu o bipartidarismo para fragmentar a oposição.
A Transição e a Hegemonia (1980 – 1989)
• 1980-1982: Nascimento do PMDB e Fusão com o PP: O MDB passa a se chamar Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em janeiro de 1980. Em 1982, para sobreviver a novos casuísmos eleitorais, o partido incorporou o Partido Popular (PP) de Tancredo Neves. Nas eleições de 1982, o PMDB conquistou governos estaduais fundamentais, como São Paulo (Franco Montoro) e Minas Gerais (Tancredo Neves).
• 1983-1984: Diretas Já: O PMDB liderou, junto a outros setores, a campanha pelas eleições diretas, baseada na emenda do deputado Dante de Oliveira. Após a derrota da emenda no Congresso, o partido articulou a Aliança Democrática com dissidentes do PDS (Frente Liberal) para disputar o Colégio Eleitoral.
• 1985: A Nova República: Tancredo Neves é eleito presidente indiretamente, mas morre antes de tomar posse; o vice José Sarney assume a presidência, marcando o fim de 21 anos de ditadura.
• 1986: O Plano Cruzado e o Gigantismo: O sucesso inicial do Plano Cruzado catapultou o PMDB, que elegeu 22 dos 23 governadores e obteve a maioria absoluta na Câmara e no Senado.
• 1987-1988: Assembleia Constituinte e o Racha: O PMDB liderou a elaboração da Constituição de 1988, com Ulysses Guimarães na presidência da Assembleia. Divergências internas entre a ala progressista (liderada por Mário Covas) e a ala conservadora vinculada ao governo Sarney (Centrão) levaram à fundação do PSDB por dissidentes em junho de 1988.
O Partido da Governabilidade (1990 – Presente)
• Década de 1990: Apoio a FHC: Após o impeachment de Collor, o PMDB tornou-se a base de sustentação do governo Itamar Franco e, posteriormente, dos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, atuando como o “fiel da balança” no Congresso.
• Anos 2000: Aliança com o PT: Apesar de divisões internas, o PMDB aderiu à base dos governos Lula, ocupando ministérios estratégicos e garantindo a governabilidade em troca de espaço no aparelho de Estado.
• 2010-2016: Vice-Presidência e Temer: Em 2010, Michel Temer (então presidente do partido) é eleito vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Após o rompimento com o governo e o processo de impeachment em 2016, Temer assume a Presidência da República, lançando o programa “Ponte para o Futuro”.
• 2017 – Presente: Retorno ao nome MDB: Em 2017, o partido decidiu retirar o “P” de sua sigla, voltando a se chamar apenas Movimento Democrático Brasileiro (MDB), resgatando sua identidade histórica de resistência. Em 2024, consolidou-se como o partido com o maior número de mandatários eleitos no Brasil.



